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Direitos da população LGBTT* é tema de Cine Debate

03/11/2014

Eu Não Quero Voltar Sozinho e Meninos de Rosa, Meninas de Azul foram a base para o debate.


A campanha Promova Consciência com Educação em Direitos Humanos, do Comitê Estadual de Direitos Humanos, promoveu, na última quinta feira, dia 23/10, o Cine Debate “Direitos Humanos e a População LGBTT*”. Realizado no Instituto Paulo Freire, o evento teve como coordenadora geral Francisca Pini, diretora da instituição, e, como debatedora Deisy Boscaratto, educadora popular, bacharel em Relações Internacionais e integrante da Frente LGBTT* da PUC-SP.

O encontro iniciou-se com exibição do curta Hoje eu não quero voltar sozinho, de Daniel Ribeiro, e do documentário Meninos de Rosa e Meninas de Azul, idealizado por Danilo César Francisco e Vinicius Kairalla. Ambas as produções tocaram em pontos fundamentais quando se trata do espectro sexual de cada indivíduo. Por um lado, o curta-metragem mostra a naturalidade das situações, idealizada por parte daqueles que lutam pela igualdade e pela criminalização da LGBTT fobia. Por outro, o documentário tocou na questão do bullying homofóbico e o que se chama de “sair do armário”.

 

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Exibição do curta: Eu Não Quero Voltar Sozinho

No debate, iniciado após a exibição dos filmes, várias foram as questões sobre as quais o grupo refletiu: “Há, necessariamente, a adoção de papéis por parte de casais homoafetivos?”, “Como é possível trabalhar as questões de gênero e da população LGBTT* com adolescentes?”. Além disso, reafirmou-se o fato de que, no país, não existem instituições oficiais que contabilizem as mortes por homofobia, sendo essa contagem feita pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) (http://www.ggb.org.br). Ainda, segundo o GGB, a chances de uma pessoa LGBTT* ser morta no Brasil, hoje, é 800% maior do que, por exemplo, nos Estados Unidos, o que deixa o país em primeiro no ranking mundial de mortes por homofobia e comprova a necessidade da aprovação da PL 122, projeto de lei que visa criminalizar a homofobia (http://www.plc122.com.br).


A realização do encontro e os dados nele apontados, em meio ao debate eleitoral, mostrou o dever que os diferentes governos tem em relação à população LGBTT* (contabiliza-se aqui, além da PL 122, a PL5002/2013, traduzida como Lei de Identidade de Gênero), o desafio do Governo Federal ao lidar com o Congresso Nacional eleito, cuja composição engloba deputados declaradamente contra a pauta LGBTT, como Jair Bolsonaro (PSC) e Marcos Feliciano (PP), e, por fim, a necessidade de eventos e cursos sobre o tema, tanto para movimentos sociais quanto para educares(as) escolares e/ou populares.


Fonte: Instituto Paulo Freire

 

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