DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO:
POR UM BRASIL LIVRE DE FOME, TRANSGÊNICOS, AGROTÓXICOS...
No mês em que se comemora o Dia Mundial da Alimentação - 16 de outubro -, transgênicos, fome e pobreza vieram à tona. Em São Paulo, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
(Idec) e a Associação Civil Greenpeace promoveram, neste dia, um protesto contra a pressão pela liberação dos transgênicos, cujos plantio e comercialização estão impedidos no País, por meio de ação judicial, há quatro anos. O ato foi realizado em frente à Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação
(Abia), que defende a liberação desses alimentos. Conforme Andréa Salazar, coordenadora de campanhas do
Idec, nessa data foi entregue uma carta à Abia, a qual foi protocolada pelo porteiro em serviço, pois as pessoas responsáveis se negaram a receber as representações para discutir o assunto.
O Idec e a Greenpeace, juntamente com a Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos e o Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor também encaminharam carta aos presidenciáveis, pedindo, entre outros, a ratificação urgente do Protolocolo de Biossegurança. "O governo federal está fazendo vista grossa aos produtos que estão ilegalmente no mercado", analisa Andréa.
Flávia Londres, assessora técnica da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa
(AS-PTA), lembra que, na Europa, o plantio de transgênicos está proibido e 80% dos consumidores não querem este tipo de alimentação. Situação similar ocorre na Ásia, principalmente no Japão, um dos maiores importadores mundial de grãos. Como resultado, nos últimos cinco anos, a exportação brasileira de soja triplicou. O produtor consegue vender a soja não-transgênica por um preço 4% mais alto do que a soja geneticamente modificada. E a soja com certificado orgânico alcançou um preço 150% maior do que o da convencional.
Por outro lado, a principal ação da Associação para Projetos de Combate à Fome - Ágora, no dia 16, se dá junto à imprensa, principalmente em programas de rádio e televisão. "Dessa forma, a Ágora estimula outras organizações em torno do problema", relata Flávio
Schu, diretor executivo da ONG. A Ágora atua formulando propostas de políticas públicas e projetos de segurança alimentar e nutricional sustentável. Entre eles, o projeto Alimento para o Desenvolvimento, que atende várias comunidades do Distrito Federal desde 1994, e o Mutirão contra a Desnutrição, por meio do qual identifica a desnutrição nas crianças, acompanhando também suas famílias e envolvendo a comunidade.
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