CRIANÇAS AFETADAS PELA VIOLÊNCIA ARMADA NO RIO DE JANEIRO
Se o conflito armado entre Israel e Palestina matou 467 crianças e jovens, entre dezembro de 1987 e novembro de 2001, nesse mesmo período, 3.937 morreram por ferimentos à bala na cidade do Rio de Janeiro. Este é um dos dados da Pesquisa Crianças Combatentes em Violência Armada Organizada: um estudo de crianças e adolescentes envolvidos em disputas territoriais das facções de drogas do Rio de Janeiro, realizada pelo Instituto de Estudos da Religião -
ISER, com o apoio do Viva Rio, e coordenada pelo antropólogo Luke Dowdney. Conforme o
ISER, a pesquisa retrata e analisa o envolvimento de jovens, com menos de 18 anos de idade, no comércio de drogas e com o uso de armas leves e pequenas, revelando as formas com que começam a atuar na disputa pelos pontos de vendas de entorpecentes e a usar armas como pistolas e fuzis, na capital e na Região Metropolitana do Rio. O objetivo do trabalho é buscar uma melhor definição do contexto onde os jovens estão atuando, a fim de encontrar soluções para o problema. O estudo procura apontar, também, as razões socioeconômicas que levam esses jovens a ingressar no mundo do crime. As análises foram feitas com base em dados oficiais, fornecidos pelo governo brasileiro, e em entrevistas realizadas com jovens, residentes de comunidades pobres, médicos, policiais, traficantes, e ex-traficantes em 18 comunidades. Uma das questões do trabalho trata sobre como definir a participação dos jovens com a violência urbana.
A íntegra da pesquisa está disponível no site www.desarme.org
|