LIVRO SOBRE VIOLÊNCIA COMEMORA OS 25 ANOS DA SPDDH
A
Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos - SPDDH,
comemorou, no dia 8 de agosto, 25 anos de existência, com o lançamento do
livro "Homicídios no Pará de 1996-2000: da visibilidade à construção
de uma cultura sem violência", organizado por José Fernando Silva. Nos
últimos cinco anos, o Pará ficou em primeiro lugar como o estado com mais
crimes por conflitos fundiários, com 58 homicídios; seguido do Maranhão e da
Bahia, com dez cada, e de Pernambuco, com nove. Estes e outros dados constam do
livro, que foi confeccionado por Ivete Ferreira, Roseli Moura, Rosana Maia e
Rosália Corrêa, com base em matérias publicadas em jornais no período
estudado. Logo após o lançamento do livro, foi aberta a exposição
fotográfica "Direitos Humanos no Brasil e na Europa", com 84 imagens
cedidas por entidades de defesa dos direitos humanos do mundo todo.
A pesquisa divulgada no livro indica que foram verificadas 2.486 ocorrências de
homicídios no Pará no período, com o ano de 97 apresentando um salto
significativo (19,15%) em relação ao ano anterior (13,35%). Em 96 houve 332
ocorrências de homicídios; em 97, 476; em 98, 533; em 99, 564; em 2000, 581.
Para a presidente da SPDDH, Vera Tavares, o grande desafio atual é o de quebrar
a corrente da violência, que se observa em todas as escalas da vida brasileira,
e continuar lutando pela não-violação dos direitos humanos no País. "Os
direitos humanos ainda são violados no Brasil, como foi observado nas duas
relatorias da ONU", explica. E continua: "O Pará é um estado marcado
por conflitos fundiários, trabalho escravo e infantil. A violência cresce,
apesar das medidas de prevenção e combate a essas práticas". Vera
ressalta a importância das ONGs para o processo de democratização do País e
argumenta que a cultura da violência é alimentada pela impunidade e morosidade
da Justiça. SPDDH - Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, telefone
(91) 241-9931, e-mail sddh@nautilus.com.br.
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