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"O Estado brasileiro deve adotar medidas de regulação democrática sobre a estrutura do sistema de comunicações, a propriedade dos meios e os conteúdos veiculados, de forma que diferentes grupos sociais, culturais, étnico-raciais e políticos possam se manifestar em igualdade de condições no espaço público midiático." Isso requer diversas medidas. Entre elas: "O Estado precisa garantir as condições para a participação popular na tomada de decisões acerca do sistema de comunicações brasileiro, no âmbito dos poderes Executivo e Legislativo." Este trecho, adaptado da Plataforma para um novo Marco Regulatório das Comunicações no Brasil, é o “coração” do debate que o SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, as Loucas de Pedra Lilás e a Abong se propõem a animar durante o Encontro Nacional sobre o Direito à Comunicação (ENDC), precisamente na tarde do dia 10 de fevereiro, quando acontecem as atividades autogestionadas.
Mês de fevereiro, em Recife batuques e frevos ecoam pelas ruas. Momento ideal para reencontrar as raízes de resistência e suas reconfigurações e inovações. E é nesse tom que vai ocorrer o I Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC), entre os dias 09 e 11 de fevereiro na Universidade Católica de Pernambuco. O bloco é puxado pelo Centro de Cultura Luz Freire (CCLF) e tem como apoiadores entidades já tarimbadas e outras que, apesar de pouco conhecidas nacionalmente, já exercem práticas profundas de transformação social. A Abong participa em parceria com a SOS Corpo e as Loucas de Pedra Lilás com o "Debate sobre democratização da comunicação e reforma do sistema político". Ivan Moraes, coordenador do CCLF, sintetiza porque o ENDC já atingiu a marca de 300 participantes inscritos: "É um momento especial, ano passado foi de muita ação e articulação. Existe um espectro grande de grupos praticando ou discutindo a comunicação enquanto direito".
No dia 9 de fevereiro (quinta-feira), às 15h, ocorre um bate-papo online sobre acampanha que desvenda os efeitos do novo Código Florestal para os ecossistemas de manguezais. Junte-se aos convidados Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, e Fabio Motta, coordenador do programa Costa Atlântica da Fundação, no debate sobre a importância dos manguezais como berçários da vida marinha e fonte de renda, e sobre os riscos que eles correm com as alterações no Código Florestal. Para acompanhar, basta se cadastrar em www.conexaososma.org.br e acessar a rede no momento do evento.
Com o objetivo de aprofundar o debate sobre transparência entre suas organizações associadas e outras do seu campo político, a Abong implementou, ao longo de 2011, o projeto “Transparência e legitimidade das organizações da sociedade civil – Fortalecimento da esfera pública no Brasil”, que resultou na criação de um hotsite sobre o tema e na publicação da pesquisa “Estudo analítico sobre transparência e legitimidade das organizações da sociedade civil brasileira”.
Na manhã desta quarta-feira (25/01), a Abong realizou a oficina “Direitos para a sustentabilidade: fortalecendo o pilar social do desenvolvimento sustentável”. Nela, militantes de organizações da sociedade civil e de movimentos sociais de diferentes países e áreas temáticas classificaram os debates em torno da “economia verde” como mais uma forma de mercantilização da natureza, considerando urgente a realização de uma campanha mundial por mudanças sistêmicas na economia global.
A Abong deu continuidade às suas atividades no Fórum Social Temático 2012 nesta quinta-feira (26/1) com a organização do Grupo Temático: Desenvolvimento e Diplomacia Não Governamental – Solidariedade e cooperação entre os povos: a sociedade civil internacional rumo à RIO+20. A iniciativa ocorreu no âmbito da Plataforma de Diálogos rumo à Rio+20, e teve como proposta compartilhar experiências e fortalecer a articulação de redes e plataformas da sociedade civil internacional nos fóruns de governança global tendo em vista, especialmente, a Rio+20 e a Cúpula dos Povos.
Em atividade promovida pelo Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS), durante o Fórum Social Temático (FST) em Porto Alegre, representantes do Governo Federal e de organizações da sociedade civil (OSCs) ressaltaram a urgência de criação de um novo marco regulatório para as OSCs no Brasil.
O governo inglês pretende transformar em lei o seu compromisso de destinar 0,7% do PIB nacional para auxiliar outros países, o que gerou uma série de críticas nas páginas de jornais, principalmente do Daily Mail. A ajuda do Reino Unido à Índia foi o primeiro alvo. Apesar de um terço da população mais pobre do mundo estar entre seus 1,2 bilhão de habitantes, o país possui um programa espacial e é classificado como uma nação de renda média. Por que eles deveriam continuar recebendo doações às custas dos pesados impostos pagos pelos cidadãos ingleses?
A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (01), a reintegração de posse de uma área ocupada pelo povo Tupinambá na região do Acuípe de Baixo, no município de Olivença (BA). O mandado foi expedido pela Justiça Federal de Ilhéus, e a reintegração ocorreu por volta das 6h da manhã, debaixo de forte chuva.
A passos cautelosos, porém de grande importância, a sociedade brasileira vem descobrindo que o sistema de justiça também deve corresponder aos anseios sociais por práticas transparentes e democráticas. A tempo, o verdadeiro sentimento de justiça volta agora seus olhares para o Poder Judiciário.
02/02/2012 a 01/03/2012 495
Porto Alegre e região metropolitana receberam, entre 24 e 29 de janeiro, o Fórum Social Temático 2012 (FST) – Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental, em mais uma manifestação mundial de repúdio ao sistema político-econômico vigente. O evento foi uma etapa preparatória para a Cúpula dos Povos na Rio+20, e se caracterizou pela ampla contestação à “economia verde”, considerada uma nova face dos processos de mercantilização da natureza e mais um passo em direção ao esgotamento do planeta. A proposta de movimentos sociais e organizações da sociedade civil (OSCs) é unir os povos de todo o mundo na construção de pautas unitárias de ação política contra o modelo vigente do capitalismo econômico-financeiro, e de novos paradigmas civilizatórios, na relação com a Natureza, na defesa dos direitos e dos bens comuns.
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